Fertilidade e Reprodução Humana

Aborto de repetição

Perdas repetidas quase sempre têm explicação. Investigação estruturada, conduta dirigida e acolhimento em cada etapa.

Resposta direta

Quando investigar perdas gestacionais recorrentes?

A investigação costuma ser indicada a partir de duas perdas gestacionais, e pode ser antecipada quando a mulher tem mais de 35 anos, quando há doença conhecida ou quando a perda ocorreu com embrião já com batimentos. Na Nidalis, a avaliação é estruturada e busca causas genéticas, uterinas, hormonais, imunológicas e de coagulação. Mesmo quando nenhuma causa é identificada, a chance de uma gestação seguinte bem-sucedida permanece significativa.

  • Investigação a partir de duas perdas, ou antes em casos selecionados
  • Avaliação do casal, incluindo cariótipo quando indicado
  • Acompanhamento próximo na gestação seguinte

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Quando investigar

Definimos abortamento recorrente a partir de duas ou mais perdas gestacionais. Não é preciso esperar uma terceira perda para investigar: quanto antes identificamos a causa, maior a chance de a próxima gestação evoluir bem.

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Causas mais frequentes

Anomalias cromossômicas

Principal causa das perdas precoces, sobretudo após os 35 anos.

Causas uterinas

Septo, sinéquias, miomas submucosos e pólipos.

Endocrinológicas

Disfunção tireoidiana, diabetes descompensado e resistência insulínica.

Trombofilias

Alterações da coagulação, hereditárias ou adquiridas.

Autoimunidade

Síndrome antifosfolípide e outras condições autoimunes.

Aloimunidade

Alterações na tolerância imunológica materno-fetal.

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Nossa investigação

  • Cariótipo do casal e, quando possível, do material do abortamento
  • Histeroscopia diagnóstica e ultrassonografia tridimensional
  • Perfil tireoidiano, glicêmico e metabólico
  • Pesquisa de anticorpos antifosfolípides em duas coletas
  • Painel de trombofilias em casos selecionados
  • Avaliação do fator masculino, incluindo fragmentação de DNA

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Condução da próxima gestação

Definida a causa, o tratamento é dirigido: correção cirúrgica, ajuste hormonal, anticoagulação, suporte imunológico ou FIV com teste genético de embriões. Em paralelo, oferecemos acompanhamento psicológico — o luto gestacional merece cuidado tanto quanto o corpo.

Perguntas frequentes

Dúvidas comuns

Quais fatores podem ser avaliados?

Alterações cromossômicas do casal, malformações e lesões da cavidade uterina, alterações hormonais e da tireoide, diabetes, síndrome do anticorpo antifosfolípide, trombofilias e fatores imunológicos. O painel é escolhido conforme a história clínica.

Duas perdas já justificam investigar?

Sim, na maioria das situações. Esperar por uma terceira perda para investigar não traz benefício quando já existem fatores de risco ou idade materna mais avançada.

A investigação sempre encontra uma causa?

Não. Em uma parcela dos casais nenhuma causa é identificada mesmo após avaliação completa. Isso não significa ausência de conduta: o acompanhamento próximo da gestação seguinte segue sendo indicado.

É possível engravidar novamente depois de perdas repetidas?

Sim. Muitas mulheres com histórico de perdas recorrentes conseguem uma gestação a termo, especialmente quando um fator tratável é identificado e corrigido.

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Nossa equipe multidisciplinar avalia o seu histórico e monta um plano de cuidado individualizado.

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