Videohisteroscopia

Histeroscopia e infertilidade

A cavidade uterina é o destino final do embrião. Alterações discretas, invisíveis em outros exames, podem comprometer a implantação.

Resumo

O diagnóstico da paciente infértil utilizava, tradicionalmente, a histerossalpingografia (exame contrastado das tubas uterinas) como exame mais importante para avaliar a cavidade uterina e a permeabilidade das tubas. O aparecimento da histeroscopia (exame com visualização direta do interior do útero através de uma ótica e fonte de luz) e da laparoscopia (exame com visualização direta do interior do abdome, também com utilização de uma ótica e fonte de luz) melhorou o diagnóstico e o tratamento dessas pacientes possibilitando melhores taxas de gravidez.

A histeroscopia diagnóstica pode ser realizada no consultório com um mínimo de desconforto para o paciente, propiciando ao médico a possibilidade de pesquisar anormalidades da cavidade uterina sob visão direta, orientando muitas vezes o tratamento cirúrgico ou uma biópsia de lesões (Siegle, 1995).

As principais indicações de histeroscopia são:

1. avaliar a endocévix (canal interno do colo uterino) e a cavidade uterina (e seu revestimento interno – o endométrio)

2. diagnóstico de patologias ou lesões que causam dúvidas na histerossalpingografia.

3. hemorragia uterina disfuncional (sangramentos uterinos sem explicação).

Introdução

A histerossalpingografia anormal é a principal indicação de histeroscopia em pacientes inférteis. Uma falha de enchimento na cavidade uterina vista pela histerossalpingografia pode ser confirmada, biópsias de lesões suspeitas podem ser obtidas, bem como, lesões podem ser removidas via transcervical (através do colo uterino) sob controle histeroscópico. Pólipos, miomas submucosos, septos uterinos e sinéquias (aderências) intrauterinas podem ser diagnosticados e tratados (Valle, 1980).

Não queremos dizer que a histerossalpingografia e a histeroscopia são exames exclusivos. Usados em combinação, essas duas técnicas permitem uma completa e sistemática avaliação da cavidade uterina, oferecendo um diagnóstico preciso e tratamento via vaginal e transcervical seletivo, ou seja, permite a realização de procedimentos cirúrgicos simples via baixa sem ter que abrir o abdome da paciente (Valle, 1992). Assim, a histeroscopia é o método principal para diagnosticar pólipos e miomas submucosos, sendo também o tratamento de escolha para os mesmos (ressecção histeroscópica transcervical).

Alguns centros utilizam a ultrassonografia transvaginal como exame de triagem para indicar a histeroscopia. Uma ultrassonografia normal ou anormal é efetiva em predizer ausência ou presença de patologia endometrial podendo planejar futuras investigações e tratamentos (Indman, 1995).

As indicações terapêuticas de histeroscopia em pacientes inférteis são várias, entre elas os defeitos do útero (útero septado), miomas submucosos, pólipos endometriais, sinéquias intrauterinas e endometrites (inflamação do revestimento interno do útero).

Defeitos Uterinos (Anormalidades Mullerianas)

Podem variar desde a completa ausência do útero a mínimas deformidades na forma uterina.

Sinéquias ou Aderências Intrauterinas

As sinéquias uterinas tem sido relacionadas a abortamento de repetição, infertilidade e distúrbios menstruais. A principal causa de sinéquias intrauterinas é a curetagem uterina puerperal.

Miomas Submucosos e Pólipos Endometriais

A histeroscopia é o melhor método para confirmar a presença de um mioma ou pólipo na cavidade uterina.

Outras patologias

A endometrite (inflamação do endométrio) é uma doença que deve ser investigada na mulher infértil, principalmente, nas pacientes que vão entrar em programa de fertilização in vitro (FIV) ou mesmo naquelas que apresentam falha recorrente de implantação.

Videohisteroscopia

O que pode ser encontrado e tratado

  • Pólipos endometriais
  • Miomas submucosos
  • Sinéquias intrauterinas
  • Septos uterinos
  • Endometrite crônica
  • Retenção de restos ovulares

Videohisteroscopia

Quando indicamos

Antes de uma FIV em casos de falha de implantação, alteração em exame de imagem prévio, cirurgia uterina anterior ou sangramento anormal.

Videohisteroscopia

Temas relacionados

  • Defeitos uterinos e anormalidades müllerianas
  • Sinéquias ou aderências intrauterinas
  • Miomas submucosos e pólipos endometriais
  • Outras patologias da cavidade uterina

Vamos conversar sobre o seu caso

Nossa equipe multidisciplinar avalia o seu histórico e monta um plano de cuidado individualizado.

Agende sua consulta